Transtorno Dissociativo de Conversão

É comum observar na prática clínica da psicoterapia que, muitas vezes, um indivíduo apresenta determinado transtorno e é medicado e tratado para isso, porém a partir desse transtorno demais patologias psíquicas aparecem.

O Transtorno Dissociativo de Conversão reiteradamente aparece após episódios de depressão ou ansiedade, sendo uma comorbidade que se apresenta à patologia inicial, após episódio de grande estresse.

Esse transtorno aparece de forma abrupta, com sintomas neurológicos, inconscientes, envolvendo as funções motora (perda de equilíbrio, de coordenação, tremores) e sensorial (cegueira, surdez, afonia).

Para se chegar ao diagnóstico exclui-se causas físicas/neurológicas, ou seja, os sinais e sintomas não podem indicar uma patologia de base neurológica ou convulsão. E, para tanto, o paciente passa por processo de internação hospitalar até conclusão do diagnóstico, que abrange uma série de exames físicos, incluindo ressonância magnética.

Descartada qualquer condição física/neurológica o diagnóstico de Transtorno Conversivo é indicado, desde que também atenda aos critérios de sintomas graves, que provoquem sofrimento e/ou prejudiquem o paciente no seu funcionamento social e ocupacional.   

O tratamento inclui necessariamente acompanhamento psiquiátrico e psicológico, mas o paciente pode se beneficiar de outras terapias, incluindo fisioterapia, terapia ocupacional e musicoterapia.

Paula Reis Favarin.

Sobre a Autora:

Paula Reis Favarin é musicoterapeuta e psicóloga.
Atualmente trabalha como psicóloga clínica no Ambulatório de Saúde Mental em
Leme/SP, com clínica particular em Ribeirão Preto/SP e também de forma online.
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Transtornos de Personalidade

O ser humano traz em si características e padrões de comportamento, pensamento, sentimento que o caracterizam e fazem de si um indivíduo único. Esses padrões são constituídos ao longo do desenvolvimento e das interações e relações com o outro e com o ambiente, costumam ser fixos/rígidos, a isso dá-se o nome de personalidade.

Alguns indivíduos, no entanto, têm uma tendência genética a desenvolver Transtornos de Personalidade, que será definida (desenvolvida ou minimizada) de acordo com a sua interação com o ambiente; ao longo, principalmente, da infância e da adolescência.

Diferentemente do que já foi abordado sobre as patologias da neurose e da psicose, os Transtornos de Personalidade são padrões do próprio comportamento, na ação e reação a quaisquer estímulos ambientais, que prejudicam a capacidade funcional e de relacionamento da pessoa.

Costumam ter início na idade adulta e geram prejuízos em vários aspectos: profissional, social, pessoal; pois podem causar problemas moderados/graves de interação, devido à instabilidade emocional que o permeia. E, comumente, pessoas com Transtornos de Personalidade não conseguem perceber que há algo de errado com seu comportamento.

Esses padrões disfuncionais podem levar a outros transtornos (ansiedade, depressão, uso abusivo de substâncias) e, é normalmente para essas questões que o indivíduo procura ajuda/tratamento; nesses casos os medicamentos contribuem para tratar os sintomas angustiantes, mas não são capazes de tratar os Transtornos de Personalidade em si. Já a psicoterapia pode colaborar no sentido de conscientização do comportamento desadaptado, auxiliando a pessoa a aprender formas funcionais de ação, interação e reação; porém é uma mudança gradativa e que leva tempo para se efetuar.

Paula Reis Favarin.

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Transtorno Afetivo Bipolar

O Transtorno Afetivo Bipolar é uma patologia de ordem mental associada à psicose. Amplamente divulgada, inclusive com o nome anterior de psicose maníaco-depressiva, caracteriza-se pela alternância de estados de humor em que o indivíduo ora se encontra em período de mania, ora em período de depressão.  

Essa alternância afeta a rotina do sujeito, o seu comportamento e a sua capacidade de pensamento.  Suas causas são desconhecidas, mas os estudos sugerem alterações nos níveis de neurotransmissores.

Os fatores de risco para uma crise são individuais; entretanto, no geral, situações estressantes ou mudanças podem vir a ser gatilhos, assim como fatores ambientais e genéticos. 

Com relação aos sintomas, eles englobam distintamente os característicos das fases maníaca (agitação, autoestima inflada, delírios de grandeza, hipervigilância, gastos excessivos) e depressiva (alterações de apetite, perda ou ganho de peso, humor deprimido, fadiga, pensamentos de morte, isolamento, desânimo).

O diagnóstico do transtorno é clínico, realizado por psiquiatra, baseado na história do paciente e nos sintomas. É uma condição que não tem cura, porém tem tratamento para controle dos sintomas que inclui, principalmente: medicações e psicoterapia.

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Esquizofrenia

A patologia mais associada à psicose é a esquizofrenia, que é uma doença mental crônica. Sua primeira manifestação costuma ocorrer na adolescência ou início da idade adulta.

Pesquisas sugerem que as causas da doença estão associadas à combinação de fatores, como: predisposição genética e questões ambientais; e comprovadamente envolve alterações funcionais (neuroquímicas) no cérebro.

Suas principais características abrangem pensamento fragmentado da realidade; comportamento desorganizado; dificuldade em realizar atividades cotidianas e também em expressar emoções; alucinações; delírios; diminuição da motivação, da concentração e alterações da motricidade.

A partir dos sinais e sintomas mencionados acima o médico psiquiatra faz o diagnóstico e inicia o tratamento medicamentoso, com o objetivo de controle dos sintomas e da retomada da rotina (pessoal, familiar, profissional) do paciente. 

A psicoterapia também auxilia e corrobora a terapia medicamentosa, além de contribuir na reabilitação e na reintegração social do paciente e de realizar orientações necessárias para o paciente e seus familiares.

Paula Reis Favarin.

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Psicose

Após abordar sobre as patologias mais associadas à neurose, esse texto se propõe a explanar sobre a psicose e exemplos de patologias associadas a ela. Como abordado no segundo texto, a psicose interfere na percepção, na capacidade de julgamento e no pensamento racional do indivíduo. Estados psicóticos são acompanhados de patologias, cujos sintomas podem aparecer com alucinações e delírios.

Uma pessoa em um surto psicótico perde a noção de realidade, ficando com a percepção distorcida, confusão mental, alucinações e delírios e sem saber se situar no tempo e no espaço. Pode apresentar agressividade, impulsividade, dificuldade nas relações interpessoais, discurso desorganizado, alterações bruscas de humor, catatonia, confusão mental, entre outros sintomas.

Os transtornos psiquiátricos mais comuns relacionados à psicose são: esquizofrenia, transtorno bipolar, depressão profunda, transtornos psicóticos. Quadros neurológicos também podem levar a estados psicóticos, como: Parkinson, Alzheimer, demência; além de uso abusivo de álcool; de substâncias alucinógenas e ilícitas, deficiência de vitaminas, doenças endócrinas e infecciosas e histórico familiar/genético.

O diagnóstico é realizado por psiquiatra e o tratamento indicado inclui o uso de medicações antipsicóticas e estabilizadores de humor, pois ajudam a controlar as crises de surto psicótico e os principais sintomas, como as alucinações e os delírios. Outras medicações podem ser associadas, principalmente no caso de comorbidades, em que o médico prescreverá de acordo com a individualidade de cada caso. 

Internações em hospitais psiquiátricos também podem ocorrer, principalmente quando há risco de vida para o próprio indivíduo ou outros. E o acompanhamento por um Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) que é uma instituição que oferece atendimento multiprofissional, caracterizada entre um atendimento ambulatorial e uma internação hospitalar.

A psicoterapia complementa a terapia medicamentosa e, assim, auxilia o indivíduo na sua reabilitação e reintegração social. Ajuda o paciente e seus familiares com orientações e como desenvolverem ferramentas para o enfrentamento de crises.                                                  

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Síndrome de Burnout - Parte 2

O texto anterior suscitou dúvidas e questionamentos em alguns leitores e, por isso, a proposta deste é explanar novamente a questão da Síndrome de Burnout.

Na semana em que o texto foi publicado, por coincidência, um famoso jornalista pedia demissão de uma renomada emissora alegando apresentar os sintomas de Burnout e quando isso acontece causa um certo estranhamento público. 

Afinal, como alguém que diariamente aparece na mídia e ocupa um cargo importante, desejado por tantos, pode se sentir esgotado/exausto a ponto de abrir mão desse emprego? 

A verdade é que as pressões sofridas no dia a dia e a forma de reação a elas são individuais. Cada pessoa reage diferentemente a situações de estresse, de acordo com suas próprias experiências e por mais glamourizado que um trabalho possa parecer, ele sempre apresentará situações difíceis e estressantes a serem resolvidas.

Pesquisas apontam que 72% dos trabalhadores brasileiros sofrem pelo estresse no ambiente de trabalho; 32% apresentam sintomas de Burnout e 92% das pessoas com a síndrome diagnosticada continuam trabalhando.

Reconhecer o próprio limite físico e mental e ter condições de mudar uma situação de emprego é algo muito difícil e é aí que muitos indivíduos adoecem. Essa é uma realidade global e, por isso, grandes empresas estão mudando o foco de apenas buscarem produtividade para aliarem o bem-estar físico e psíquico a elas, pois há a consciência nos gestores de que os trabalhadores precisam estar saudáveis para produzirem resultados favoráveis.

E como isso ocorre? Com práticas que traduzam a cultura e a política internas da empresa e com foco no bem-estar mental do colaborador, oferecendo: suporte psicológico; parcerias com academias; ginástica laboral; práticas de yoga e meditação; sala de descanso; uma folga semanal a mais (normalmente no meio da semana); são alguns exemplos de um ambiente salutar para o trabalho, que minimizam os riscos de um adoecimento mental.

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Síndrome de Burnout

A Síndrome de Burnout ou Síndrome do Esgotamento Profissional é resultante de exaustão extrema, estresse e esgotamento físico e mental; necessariamente relacionados ao ambiente de trabalho.

Alguns sintomas que caracterizam essa síndrome referem-se a: cansaço excessivo; fadiga e dores musculares; dores de cabeça frequentes; alterações na pressão arterial, no apetite e no sono; perda da produtividade.

A Síndrome de Burnout é uma questão global, que acomete igualmente pessoas de todas as etnias, classes sociais e profissões. E, pensando nisso, muitas empresas já buscam garantir o bem estar físico e psíquico de seus colaboradores e não só a produtividade.

Um paciente acometido por essa síndrome precisa realizar mudanças no seu estilo de vida; com atividades prazerosas, prática de exercícios físicos e uma alteração de rotina. 

Como tratamento, a combinação de psicoterapia aliada à terapia medicamentosa tem mostrado efetividade.

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Estresse Pós-Traumático

Para finalizar o contexto dos tipos de transtornos de ansiedade mais comuns e conhecidos, este texto explanará sobre o Estresse Pós-Traumático.

A característica principal do Estresse Pós-Traumático é a ansiedade que se manifesta após o indivíduo ter sido vítima ou testemunha de situações traumáticas ou violentas, que representaram ameaça a sua vida ou a de outros. Ao relembrar o episódio sofrido, a pessoa revive a sensação de dor como se ela ainda estivesse acontecendo, no momento. Essas memórias são verdadeiros gatilhos para a lembrança do trauma e vêm carregadas de intensas reações emocionais e físicas.

As situações que podem desencadear esse transtorno são diversas, mas normalmente ligadas à violência urbana (assaltos, sequestros); à agressão física; ao abuso sexual; tortura; acidentes; guerras; terrorismo; catástrofes naturais.

É bom esclarecer que existem pessoas mais vulneráveis e predispostas ao transtorno; logo, não necessariamente todas as pessoas que enfrentaram situações traumáticas vão desenvolvê-lo, a resposta é individual ao agente estressor, podendo ocorrer em qualquer faixa etária.

Ao longo do tempo percebeu-se um aumento no seu diagnóstico, cujos sintomas podem levar meses ou até anos para a manifestação, mas a importância para o diagnóstico diferencial é a identificação do evento traumático, ele é o determinante nesse transtorno. O tratamento baseia-se também na combinação de medicação ansiolítica associada à psicoterapia para a melhora dos sintomas.

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Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC)

O Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC) é um transtorno grave também ligado à ansiedade. Caracterizado pela presença de pensamentos obsessivos e comportamentos compulsivos, repetitivos e ritualísticos.

No TOC, os pensamentos são irracionais, carregados de medo, que levam ao comportamento ritualístico, repetitivo; porém de maneira desagradável, pois causam sofrimento emocional.

As causas do transtorno são multifatoriais, incluindo fatores psicológicos e o histórico familiar.

O TOC é um transtorno mental e não uma simples mania de organização, simetria ou limpeza, como popularmente é associado. Qualquer indivíduo pode experienciar pensamentos obsessivos ou comportamentos ritualísticos, mas não ao ponto de causar prejuízos: emocional, social, profissional; sendo esses os sinais de alerta.

Os pensamentos obsessivos e os comportamentos compulsivos acontecem com o objetivo de aplacar a ansiedade. O diagnóstico é mais comum em adultos pelo tempo que pode levar para a sua conclusão e início do tratamento, mas o transtorno também pode se manifestar em crianças e adolescentes.

O tratamento também se baseia em medicação e/ou psicoterapia. Comprovadamente, quando os dois são associados, os resultados são mais eficazes.

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Síndrome do Pânico

Ainda no contexto dos tipos de ansiedade, este texto abordará sobre a Síndrome do Pânico.

Esse transtorno é associado a crises de ansiedade intensas e agudas, acompanhadas de medo, principalmente o de morrer e sintomas físicos: dor na região do tórax, sensação de sufocamento, taquicardia, formigamentos, vertigens, tremores, entre os principais.

Os sintomas físicos da Síndrome do Pânico, muitas vezes, podem ser confundidos com um ataque cardíaco, infarto; daí a importância de um diagnóstico diferencial, para o completo descarte de um episódio cardíaco.

O transtorno pode ser desencadeado em qualquer local e horário, não tendo um motivo específico para se iniciar e é neste ponto que a Síndrome do Pânico se difere do Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG), que possui causas mais concretas na sua ocorrência. Pode também se manifestar em qualquer faixa etária, sendo a primeira crise mais comum na adolescência ou no início da idade adulta.

A Síndrome do Pânico tem tratamento por meio de medicamentos e de psicoterapia. Cito novamente as técnicas da Terapia Cognitivo Comportamental (TCC), pois com elas é possível obter resultados favoráveis em semanas, a partir de procedimentos de monitoramento e enfrentamento das crises, buscando respostas assertivas e controle dos sintomas, inclusive por meio de respiração adequada.

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Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG)

O tema ansiedade, explanado no texto anterior, permite aprofundar nos tipos mais conhecidos de ansiedade. Dessa forma, este texto discorrerá sobre o Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG).

Os transtornos de ansiedade têm sintomas parecidos, porém cada um deles possui algumas particularidades que permitem distinguir uns dos outros. O TAG tem como principal característica os sentimentos de nervosismo e preocupação constantes em diversas atividades que o indivíduo realiza cotidianamente.

As causas desse TAG são diversas e individuais, como: problemas financeiros, desemprego, problemas de saúde, luto, etc; e afetam o pensamento, porém também têm manifestações físicas, como: tensão muscular, dores de cabeça, sudorese, sensação de sufocamento, insônia e cansaço constantes.

A ansiedade é uma manifestação normal do ser humano, porém quando ela começa a trazer prejuízos no desempenho de atividades corriqueiras é classificada como patológica. Ela pode ocorrer tanto em adultos quanto em crianças, por isso a observação dos sintomas se faz importante.

Não existe uma forma pronta para se prevenir o TAG, mas manter uma alimentação saudável, praticar exercícios físicos e dormir bem ajudam no controle dos sintomas e, como tratamento, há a combinação de medicação e psicoterapia. 

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Ansiedade

A ansiedade é uma resposta natural do ser humano e benéfica em muitas situações, pois permite soluções rápidas em determinados momentos. Portanto, todo ser humano é ansioso, porém isso pode se tornar um transtorno quando a preocupação e o medo passam a ser persistentes e presentes nas situações cotidianas.

Os sintomas aparecem com manifestações físicas e psicológicas e os mais comuns são sensação de sufocamento, frequência cardíaca elevada, sudorese, respiração acelerada, preocupações excessivas, medo, insônia, entre outros.

Existem alguns tipos de ansiedade, os mais conhecidos são: Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG), Síndrome do Pânico, Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC), Estresse Pós-Traumático, etc. Cada um deles com as suas particularidades e especificidades.

Comprovadamente, a pandemia da Covid-19 elevou os casos de transtornos de ansiedade, sobretudo pelo período de privação, medo, perdas e incertezas a que todos ficaram sujeitos.

A demanda por psiquiatria e psicoterapia aumentou muito nesse período e ambas dão ótimos resultados, principalmente, utilizando-se das técnicas da Terapia Cognitivo Comportamental (TCC), cujas respostas assertivas costumam aparecer logo nas primeiras sessões.

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Depressão

 Uma das patologias mais associadas à neurose é a depressão. Ela afeta, principalmente, o humor do indivíduo e de maneira mais persistente que a tristeza, contudo sem interferir no pensamento racional e na sua funcionalidade.

A depressão traz diversos sintomas, como: pessimismo, irritabilidade, sentimentos de culpa e de inutilidade, perda do interesse por atividades antes prazerosas.

As causas são variadas e sua manifestação depende de como o sujeito se depara com os acontecimentos da vida; mas, de uma forma geral, alguns fatores podem ser gatilhos para a depressão, são eles: doenças, desemprego, fim de relacionamentos amorosos, situações traumáticas e luto.

É necessário estar preparado para as situações inusitadas e não programadas a que todos estão sujeitos ao longo da vida e manter hábitos saudáveis (alimentares, sociais, culturais, espirituais e a prática de exercícios físicos) ajudam a evitá-la.

Como tratamento existem terapias (psicoterapia, musicoterapia), além, claro, da farmacologia. A junção de todas elas também leva à melhora dos sintomas psíquicos e, assim, da qualidade de vida.

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Neurose X Psicose

Quando se aborda sobre saúde mental é importante distinguir a neurose da psicose. Ambas afetam a saúde mental, porém de formas distintas.

A neurose, de maneira geral, está ligada às patologias de depressão, ansiedade e estresse; com sintomas que geram angústia e podem afetar o cotidiano de quem os manifesta; contudo, esses sintomas não interferem no pensamento racional e na funcionalidade do sujeito.

Já a psicose interfere na percepção, na capacidade de julgamento e no pensamento racional do indivíduo. Estados psicóticos são acompanhados de patologias, cujos sintomas podem aparecer com alucinações e delírios.

Em ambos os casos é possível tratamento, que pode incluir terapias diversas, como a psicoterapia, a farmacologia e outras; buscando a melhora nos sintomas apresentados, o bem estar e o restabelecimento psíquico da pessoa.

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E por que falar de saúde mental no mundo contemporâneo?

O mundo contemporâneo trouxe uma série de inovações tecnológicas e facilidades para o ser humano. Se, por um lado, conseguimos nos conectar a qualquer pessoa, em qualquer local, em questões de segundos; por outro, somos pressionados e exigidos pela mesma razão.

Tudo o que acontece a nossa volta nos afeta, às vezes, pode passar despercebido, outras vezes, enfrentamos de maneira assertiva e, outras, criamos sintomas.

E é aí que nos damos conta da saúde mental. Ela é determinante na maneira pela qual enfrentamos as situações corriqueiras da vida, determina nosso enfretamento psicológico/emocional e nossa tomada de decisão, seja diante de uma simples questão até grandes deliberações.

Estar bem emocionalmente (com saúde mental) é equilibrar nossos pensamentos, sentimentos e comportamentos, nossos desejos e ideias às exigências do dia a dia e, assim, buscar o enfrentamento psíquico dos fatos cotidianos que o mundo contemporâneo apresenta, de modo a minimizar a criação de sintomas.

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